quinta-feira, 24 de maio de 2007
domingo, 20 de maio de 2007
Ponteiros
Penso quando eu parti
Assim... sem olhar pra trás
Como um navio que vai ao longe
E já nem se lembra do cais
O tempo faz tudo valer a pena
E nem o erro é desperdício
Aí começo a pensar que nada tem fim...
que nada tem fim...
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Iaiá
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01:12
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sábado, 19 de maio de 2007
Competição
Desde criança, sempre evitei o jogo a não ser que ele representasse um passatempo.
Descobrir passagens secretas e montar quebra-cabeças eram desafios e distrações saborosas. Mas ficar atenta ao adversário, atingi-lo com pontaria, ou elaborar estratégias para derrotá-lo nunca me divertiram. Sou péssima jogadora. Se tem algo que me dá aflição é a adrenalina para não sofrer o gol, não levar o tiro, e ainda me preocupar com o inimigo. Até em xadrez e em jogos de cartas, me dá uma certa preguiça pensar no meu jogo e no jogo do outro.
É... eu nunca gostei de competir. E eu sempre precisei escapar disso.
E se não escapasse, até prefiria perder, que nem dói. Só cansa. E como cansa.
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Iaiá
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20:00
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sexta-feira, 18 de maio de 2007
O Ouro dos Tolos
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Iaiá
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07:39
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Preconceito
Conheço muitas pessoas que tem o hábito de ler. Eu mesma, sou uma delas. Lemos muitos livros, mas ainda somos seduzidos, influenciados e afastados pela forma que as palavras chegam até nós.
Para aprender a ler, é preciso saber enxergar além.
Assim também é no dia-a-dia com as pessoas.
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Iaiá
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07:39
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quinta-feira, 17 de maio de 2007
Tiradinhas do João
- Mamãe, quero te dar um desenho que eu fiz, olha!
- Que lindo, meu filho, o que é?
- É um labirinto que foi puxado pro esgoto!!!!
- Nossa, que legal, filho...
***
- Mamãe, eu quero ir no passeio da escola
- Ah é, onde é o passeio?
- É um passeio que a Tia Joana vai levar a gente, eu não sei onde é mas tem um nome estranho.
(Planetário)
***
- Você trouxe aquela "verrista"?
- Que revista, João?
- Aquela que eu te mostrei!
- Trouxe não, você não disse que era pra trazer...
- Agora a Tia Joana vai brigar comigo! Já briga quando não tem motivo, agora então...
***
- Toda vez que eu vou sentar no meu lugar preferido, a Tia Joana manda eu mudar de lugar.
- Por que?
- Não sei! Ela deve estar com algum problema!
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Iaiá
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07:35
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terça-feira, 15 de maio de 2007
Mentiras
Gostava das pessoas que não faziam questão de parecerem perfeitas, pois sentia que havia nelas o risco de serem verdadeiras. Apreciava o erro e ficava obsevando e rindo das tantas que não erravam. Não admirava, que era para não alimentar suas mentiras. Somente achava graça das suas contradições.
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Iaiá
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23:21
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A Teoria das Poltronas
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Iaiá
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12:01
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Máscaras
Máscaras não atraem pessoas que amam você, e sim que amam a sua máscara. E quando amamos a máscara, não queremos ver o que está por trás dela... Por exemplo, se você perde um amigo por ter sido verdadeiro com ele, foi porque ele já não era seu amigo, e sim amigo da sua máscara.
"Usamos máscaras para sermos amados, mas são exatamente elas que impedem que isso aconteça. " - Gilbert Brenson
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06:55
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segunda-feira, 14 de maio de 2007
A Teoria das Gavetas
Passamos a tarde jogando conversa fora. Conversa fora que dava pra escrever um livro até bem interessante, com teorias simples, porém eficazes. Minha mãe me veio com a teoria das gavetas. É uma maneira de lidar com as surpresas nas relações que eu nunca tinha pensado. Normalmente, quando a máscara de alguém cai, eu brigaria como quem obriga o outro a colocar a máscara de volta. Quando uma decepção dessa acontece com a minha mãe, a reação dela é bem mais suave. Ela abre a gaveta das pessoas especiais, tira a pessoa de lá e coloca na gaveta de pessoas comuns. Foi um engano.
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Iaiá
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22:04
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domingo, 13 de maio de 2007
The Secret (O Segredo)
Assisti o filme essa tarde. Achei algumas coisas interessantes, sobre trocar pensamentos negativos por positivos...
Acredito até que isso funcione, não decorrente de um efeito sobrenatural, mas sim devido a mudança de posicionamento perante à vida. As nossas atitudes são reflexos dos nossos pensamentos e, sendo assim, ao pensármos no que realmente queremos, teremos atitudes que chamarão a nossa atenção para as oportunidades certas. Não há milagre. É necessário somente o auto-conhecimento e atenção para enxergar isso.
Me decepcionou o caráter místico-milagroso que o filme passa, colocando os protagonistas do documentário como pessoas poderosas, pois detém "O segredo". Também me incomodou a abordagem capitalista, onde o "ter" sobrepõe o "ser". Parece que aprender a técnica é importante para se obter riqueza e dinheiro e não para tornar sua vida mais leve a agradável.
É uma pena porque a massa vai encarar a lei da atração como técnica "mágica" para obter bens materiais facilmente.
O que me conforta é que talvez essa abordagem seja uma estratégia eficaz de fazer com que as sociedades ocidentais e capitalistas sejam atraídas pelo contexto do filme - que na verdade traz conhecimentos da filosofia oriental como pano de fundo.
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Iaiá
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22:03
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sábado, 12 de maio de 2007
Rio...
Descansam entre as rochas, regam as plantas na margem, escorregam pelas cachoeiras e brincam com os peixes. As águas do meu rio seguem por onde tem vontade e se perdem pelos afluentes. Sem pressa pelo mar.
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Iaiá
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09:05
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A fome e a comida
Rubem Alves diz que a vida caminha entre duas tristezas: ter fome quando a comida não está à mesa e ter a comida servida quando se está sem apetite.
Que nome você daria para o encontro da fome com a comida?
Rubem chama de alegria, mas eu pensei em prazer.
O prazer é efêmero, finito e dura até que se mate a fome.
Talvez as pessoas se sintam alegres por não saber que um dia a fome ou a comida acabam. E nessa ingenuidade, acabam esquecendo de saborear a vida.
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Iaiá
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08:27
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Clementine - The Tangerine
Muitos caras acham que eu sou um conceito e que eu os completo, ou que eu vou dar vida à eles.
Mas eu sou só um garota ferrada procurando pela minha paz de espírito.
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00:52
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sexta-feira, 11 de maio de 2007
O cavalo preto...
Existe um ser que mora dentro de mim como se fosse casa dele, e é.
Trata-se de um cavalo preto e lustroso que apesar de inteiramente selvagem - pois nunca morou antes em ninguém nem jamais lhe puseram rédeas nem sela - apesar de inteiramente selvagem tem por isso mesmo uma doçura primeira de quem não tem medo: come às vezes na minha mão.
Seu focinho é úmido e fresco. Eu beijo o seu focinho.
Quando eu morrer, o cavalo preto ficará sem casa e vai sofrer muito. A menos que ele escolha outra casa e que esta outra casa não tenha medo daquilo que é ao mesmo tempo selvagem e suave.
Clarice Lispector - Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres
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Iaiá
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14:45
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Ainda ciclos...
Os ciclos são assim, repetem sempre o mesmo padrão.
Só percebo que não percorro o mesmo ciclo várias vezes se estou atenta e aprendo com as mudanças que neles me ocorrem.
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13:01
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Coragem e Covardia

A diferença entre o corajoso e o covarde, é a maneira que enxergam o medo. O corajoso tem a certeza de que não é o medo que torna um sonho impossível. Já o covarde não quer ter essa certeza.
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Iaiá
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12:50
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Animal Libertado
Agora lúcida e calma, Lóri lembrou-se de que lera que os movimentos histéricos de um animal preso tinham como intenção libertar, por meio de um desses movimentos, a coisa ignorada que o estava prendendo - a ignorância do movimento único , exato e libertador era o que tornava um animal histérico: ele apelava para o descontrole - durante o sábio descontrole de Lóri ela tivera para si mesma agora as vantagens libertadoras vindas de sua vida mais primitiva e animal: apelara histericamente para tantos sentimentos contraditórios e violentos que o sentimento libertador terminara desprendendo-a da rede, na sua ignorância animal ela não sabia sequer como, estava cansada do esforço de animal libertado.
Clarice Lispector - Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres
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Iaiá
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10:31
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domingo, 6 de maio de 2007
Os dois lados da janela
Nunca fui muito boa em separar a vida real, das maquinações
que surgem na minha cabeça.
Nem sei qual é o mundo real?
É o da cabeça?
Eu sempre fui uma perturbação desses dois estados
Esquizofrenia? Genialidade?
Às vezes sou obrigada a ver só o que é real, esquecer as fantasias.
Sair da minha mente
Às vezes saio
Às vezes minto que saí.
E esse mundo é meu, não gosto de dividi-lo, daí nunca querer publicar nada.
Não quero medíocres entrando no meu reino.
Quero esse meu lugar estranho, protegido
A sagrada desordem da minha alma é minha.
Eu a aceito, e a respeito
E tenho que defende-la
Esse mundo dado a todos.
Não quero.
É pequeno e bobo.
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Iaiá
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09:19
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