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quinta-feira, 26 de março de 2009

Canção do Sonho Acabado

Já tive a rosa do amor
- rubra rosa, sem pudor.
Cobicei, cheirei, colhi.
Mas ela despetalou
E outra igual, nunca mais vi.
Já vivi mil aventuras,
Me embriaguei de alegria!
Mas os risos da ventura,
No limiar da loucura,
Se tornaram fantasia...
Já almejei felicidade,
Mãos dadas, fraternidade,
Um ideal sem fronteiras
- utopia! Voou ligeira,
Nas asas da liberdade.
Desejei viver. Demais!
Segurar a juventude,
Prender o tempo na mão,
Plantar o lírio da paz!
Mas nem mesmo isto eu pude:
Tentei, porém nada fiz...
Muito, da vida, eu já quis.
Já quis... mas não quero mais...

Cecília Meireles

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Verão


amor de verão
a saudade é temporal
de águas passadas

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Segredos

Eu caminho em nuvens
Onde todas as senhas
Sob o céu de estrelas
Desmancham-se em silêncio
E entre letras e números
Chaves alfanuméricas
De todas as lembranças
Decodificam-se...

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Good bye



All junk messages
On unsafe sender list
"You have a new message"
(I check each minute)
Delete ou reply?
"I should block you"
But I can't! Why?
I read again and again...
Then I bit my apple
And closing my windows...
I said good bye.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Quadris


Meninas ao vento...
Ao balanço dos quadris,
teus olhos marejam

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Desafio

O desafio de viver
Nos envolve o tempo inteiro.
Seus mistérios escondidos,
Seus preciosos segredos...
Nos instigam, nos excitam
E também nos enchem de medo
Mesmo que desde cedo
Nos cerquemos de cuidado...
Ora! Viver é sempre um risco!
E a chance de dar certo é a mesma de dar errado
Como posso seguir em frente, se sempre me prendo ao passado?

(Repentista profissional :))

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Repentista


Desprovido de intenção
De repente, um improviso
Faz surgir sem prévio aviso
Uma breve e forte emoção
Que arrebata muitos sorrisos
Com ares de admiração


Conchas


Memórias ao vento
Que sussuram nas conchas
Da imaginação


quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Paixões

Filho, Amigos, Família
Parto Natural e Parteria
Música, Danças, Arte Marcial
Chocolate, Jornaleiro, Padaria
Cultura, Comida Japonesa
A Feira dos Paraíbas
Saladas, Sanduiche Natural
Tudo no Mundo Virtual
Trilhas, Mergulho, Corrida
Praia e Montanha, Viagens
Natureza e Naturismo
Santa Teresa e Capoeira
Pastel, Caldo de Cana e Sorriso
Pandeiro, Roda de Samba e Chorinho
Papo Inteligente e Filosofia
Psicanálise e Psicologia
Sebos, Lapa e Boemia
Arte, Cinema e Choppinho
Carnaval, Blocos, Marchinhas
Literatura, Livraria
o Maracanã, o Flamengo e o Rio
A Rede Parto do Princípio
Um Caderno, um Computador
Uma Saudade, uma Nostalgia
Um Punhado de Lápis de Cor
Devaneios, Poemas, Poesias

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Amanhecer

Não precisa amanhecer
O sol pode dormir para sempre
Para trás das montanhas
No fundo de um mar indiferente
Pois, para quê as ondas?
Para levar e trazer as mesmas conchas?
Pode parar o vento
As flores não vão se abrir
Nada vai acontecer
E as árvores não darão frutos hoje...
Para quê amanhecer?

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Ponto final

Instalou-se a TV
O DVD
O aparelho de som.

Instalou-se a saudade
E a dificuldade
De um ponto final

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Surto


Foge de casa.
Teu lugar no mundo não é debaixo da minha asa.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Desatenta








Fez trato com ela mesma,
e prometeu prestar-se atenção.

Até paranóica parecia,
tudo que fazia observava,
fingindo que não sabia
que nada disso adiantava,
que o olhar mudava tudo,
o plano todo estragava.

E então trapaceava
no seu jogo se divertia
fazendo tudo ao contrário
do que normalmente faria
se estivesse distraída.

Até que um som, um vento, um pássaro
ou uma saudade recaída
a abandonassem perdida
dispersa enfim esquecida
totalmente aninhada
nos infinitos nós que dava
a previsibilidade íntima
da vontade desinibida

sábado, 28 de julho de 2007

Se

Se não diz, escreve
Se não escreve, canta
Se não canta, chora
E se não chora, ri

Se não ri, concentra
Se não concentra, flui
Se não flui, preocupa
E se não preocupa, lê

E o que não lê, pensa
Se não pensa, dorme
Se não dorme, come
E se não come... ainda bem, porque emagrece

E se não emagrece, corre
Se não corre, estuda em casa
Se não estuda, sobrevive
E se não sobrevive, aproveita a vida

Que se não aproveita, perde
E se perde, sofre
Pois se não sofre, não vive
E se não vive, morre.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Ainda Gávea...


Serpente metálica
Lá onde o mar não alcança
Coroa a montanha

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Gávea


O sol se levanta
E o gigante, adormecido
Sonha idéia brilhante

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Espelho

Procuro no Espelho
Na calçada de Copa
"Estrela" da Lapa

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Branco


O branco da tinta
Revela paredes frescas
na casa dos trinta

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Casos


Caixas fechadas
Pelos cantos da sala
Abafam meus casos

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Marcas


Na casa vazia
Acenavam as paredes
Sinais de bagunça