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terça-feira, 18 de novembro de 2008

Verão


amor de verão
a saudade é temporal
de águas passadas

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Sorrisos


Sorrisos me escapam
Anunciam em festa
A sua chegada

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Quadris


Meninas ao vento...
Ao balanço dos quadris,
teus olhos marejam

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Conchas


Memórias ao vento
Que sussuram nas conchas
Da imaginação


quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Lince


Gato selvagem
Língua, saliva e os dentes
Os olhos de lince


sexta-feira, 13 de julho de 2007

Ainda Gávea...


Serpente metálica
Lá onde o mar não alcança
Coroa a montanha

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Gávea


O sol se levanta
E o gigante, adormecido
Sonha idéia brilhante

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Espelho

Procuro no Espelho
Na calçada de Copa
"Estrela" da Lapa

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Branco


O branco da tinta
Revela paredes frescas
na casa dos trinta

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Casos


Caixas fechadas
Pelos cantos da sala
Abafam meus casos

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Marcas


Na casa vazia
Acenavam as paredes
Sinais de bagunça

terça-feira, 19 de junho de 2007

Cartas


cartas reabertas
libertam entrelinhas
sorrisos entreabertos

sábado, 26 de maio de 2007

Espreito


Porta entreaberta
No intervalo da noite
Espio a alma

domingo, 20 de maio de 2007

Lilás


Lilás Buganvilia
Mesmo esquecida num canto
Ainda floresce

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Ciclo

Vida me navega
No mar de ilusões
Naufragando os meus sonhos

Segue sem rumo
Enquanto a tempestade
Lavar minha alma

Vida...

Navega serena
Entre as esquadras dos sonhos
Que cruzam seu caminho

Torna em chuva fina
Essa tempestade
Que tira teu rumo

Pois...

Quando surge o sol
Ilumino idéias
Seco a mágoa devagar...

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Rochas do Pontal


Ondas ofegantes
Se chocam contra as rochas
Que não sabem chorar

(As rochas do Pontal
Observam em silêncio
A ira do mar)

quinta-feira, 19 de abril de 2007

O rio e as pedras


As pedras rolam
E saltamos sobre elas
Como se-paradas fossem

Mas no barulho do rio
Correnteza de verdade
Poderosa queda d'água

Rio de barulho da verdade
Que na correnteza poderosa
Queda como água

E rolando como pedras
Saltamos sobre a queda
Pois de água é seu poder

(Iaiá e Calchô)